Viajar sozinha. Pode?

Sempre que vou conversar com alguém sobre minhas aventuras solo, gera um desconforto no andamento da fala do interlocutor. Sozinha? E você não se sente solitária? Deve ser tão sem graça… Alguns completam com um “tadinha!”

Viajar sozinhA, frise-se, especialmente para mulheres, desperta um sentimento horrível nas pessoas: PENA. Por toda a vida rejeitei qualquer pessoa que sentisse algo parecido por mim e odeio quando sinto-me compadecida por alguém dessa forma penosa.

Para muitas pessoas, pareceria inadmissível uma mulher viajando sozinha há algum tempo. Porém, os tempos mudaram, o mundo globalizou, as mulheres estão chegando onde nunca antes estiveram e mostrando toda a sua força, provando que a graça e a coragem podem andar de mãos dadas.

Cada dia é maior o número de mulheres que viajam sozinhas, seja por falta de uma companhia, por dificuldades em conciliar os períodos de férias com o (a) companheiro (a) ou amigas (os), ou apenas por opção, porque sim.

No meu caso, as viagens solitárias (oh, Gosh!) começaram como uma forma de libertação. Eu queria me sentir mais forte, destemida, recuperar minha essência aventureira que ficou por algum tempo escondida, tirar um tempo pra me curtir, uma espécie de retiro espiritual “inside myself”. Além disso, a ideia surgiu também por não conseguir imaginar uma companhia melhor do que a minha própria naquele momento.

Me joguei. Comprei uma passagem, organizei mais ou menos como seria a viagem, e durante esse processo pré-partida já me sentia mais poderosa do que nunca, só pela expectativa e ansiedade de imaginar como seriam os dias “forever alone”.  🙂 

Além disso, tinha total liberdade pra fazer o que quisesse, buscar o que tivesse interesse e me permitir mudar de planos ou aceitar o que acontecesse no caminho. Um orgulho imenso de contar e defender para os outros minha ideia maluca de viajar sozinha, sentimento de desbravadora do Universo.

Posso resumir o que foi a primeira experiência em uma palavra: LIBERTADORA. Você se veste de uma coragem incrível, se vê passando de frágil à dona do seu próprio caminho a partir do momento em que decide ir. E é simples, basta querer. Sempre podemos fazer tudo aquilo que nosso coração desejar, devemos apenas planejar a melhor forma de executar para chegar ao nosso objetivo.

– Ah, mas tem lados ruins – você pode pensar. Claro que sim. E tem muitos riscos também. Assassinos, estupradores, monstros mitológicos e tudo mais que você possa imaginar. Mas os mesmos riscos que corremos no dia-a-dia são os que correremos voando nas asas da liberdade. 😉

O sentimento de solidão pode te pegar? Sim. Na minha primeira viagem não pegou, mas em uma outra me senti bastante solitária e vazia. E o que você faz se isso acontecer? Assume o risco. Chora se for o caso, volta pra casa e cai na estrada de novo assim que sentir necessidade. Não há regras, você deve fazer aquilo que o seu coração mandar. E só.

Então, se você é mulher e está se perguntando se deve ou não fazer aquela viagem que há tanto tempo sonha e nunca consegue conciliar com ninguém pra ir junto, só tenho uma coisa a dizer: SE JOGA! O maior risco que você corre é o de viciar e não querer parar de viajar sozinha nunca mais.

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