Ilha de Chiloé

Vamos falar um pouco mais sobre esse lugar nada óbvio que tive a oportunidade de conhecer? Uma ilha que muita gente nem imagina que exista chamada Chiloé, no sul do Chile.

Chiloé é, na verdade o nome do arquipélago inteiro, cuja ilha principal é a Isla Grande de Chiloé, e as localidades de maior destaque são Castro (região central) e Ancud (entrada).

Um ônibus de Santiago a Chiloé faz o trecho – uma viagem longa de 16 horas em um semi-leito bem confortável, com cobertas, lanchinho e um preço razoável (eu sou uma pessoa pequena e empolgada, talvez muitos não concordem que possa haver conforto em 16 horas de ônibus, mas, enfim, rs). É legal optar por este meio de transporte porque as passagens de avião geralmente são caras e estavam custando na época o mesmo que de Floripa a Santiago. Se a opção for voar, é possível embarcar em Santiago até Puerto Montt e de Puerto Montt a Castro.

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Farol em Ancud

Atravessando o canal de Chacao em uma balsa chega-se a Chiloé e a primeira localidade é Ancud, onde você pode aproveitar para comer um pastel (que nada tem a ver com os nossos pastéis: é como uma torta salgada. Nossos pastéis lá chamam-se empanadas) OU um chupe de locos (mariscos e queijo) passear pelo Museu Regional e visitar o Farol antes de seguir para Castro (região central).

Ao buscar Chiloé no Google as primeiras imagens que aparecem são as dos palafitos da ilha:

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Os palafitos são construções geralmente antigas feitas sobre estacas de madeira para suportar as alterações de marés, porém em Chiloé a importância turística dos palafitos fez com que muitos locais investissem neles e hoje existem alguns hotéis e hostels bastante modernos e confortáveis funcionando nesse tipo de construção.

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Dentro de um palafito em reforma

 

 

igreja maqueteUma das atrações em Chiloé é a Ruta de Las Iglesias (ou Rota das Igrejas), com a visitação de várias igrejas históricas tombadas, algumas delas nomeadas Monumentos Nacionais do Chile e patrimônio da humanidade pela UNESCO. Em Ancud existe um centro de visitantes da Fundação Amigos das Igrejas de Chiloé onde se pode obter variadas informações sobre as igrejas, suas construções e localização na Ilha.

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O Sul do Chile é conhecido pela região dos Lagos, existem vários deles em Chiloé, assim como outras atrações de ecoturismo: passeios para avistas pinguins e baleias, excursões 4×4, cavalgadas e trilhas.

lagos
Lago Natri

Algo que realmente chama a atenção é a tranquilidade e segurança com que se vive na Ilha. Por não ter acessos de grande proporção (somente através da balsa e/ou barcos), a incidência de roubos e furtos é baixíssima, tanto que as pessoas entram no banco como se estivessem entrando em uma loja ou supermercado, sem portas eletrônicas e meia dúzia de seguranças.

A culinária local é outro ponto a ser destacado: os visitantes precisam provar o curanto en hoyo que é a comida mais típica da ilha, seguida por outros pratos de mariscos, peixes e batatas chilotes. Além disso, o salmão servido em Chiloé é um dos melhores que já provei pois é “direto da fonte” hehehe, provavelmente qualquer salmão que você tenha provado aqui veio de lá.

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Em uma localidade chamada Quellon fica o Hito Cero, considerado o ponto final (ou inicial) das carreteras panamericanas.

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Hito Cero

Chiloé era recetemente um destino procurado quase que exclusivamente por mochileiros europeus. Porém, o turismo de aventura por lá tem se desenvolvido, atraindo pessoas de várias outras localidades.

Além disso, engana-se quem acredita que Chiloé é destino apenas para mochileiros: atualmente a Ilha possui uma enorme infraestrutura hoteleira, inclusive com hotéis-cassino (que não são proibidos por lá).

É um destino super interessante para quem busca contato com a natureza, boa comida e diversão em um lugar pitoresco que parece congelado no tempo.

 

 

Ah, e o  Chile exerce um fascínio sobre a pessoa que vos escreve… Confira outros posts sobre esse país:

Sozinha no Chile

Chi chi chi le le le

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