Nunca as mesmas memórias

Para uma experiência mindful, você precisa desligar de tudo e ler esse post ouvindo essa música:

 

– Dom de Viver – Uniclãs

 

Quando acordei hoje, após tomar banho, arrumar o cabelo e me vestir para o trabalho, olhei com um pouco mais de atenção no espelho e percebi que estava usando a mesma blusa da foto que postei ontem aqui, sobre o aniversário de 2 anos da minha viagem ao Chile.

Olhei de novo…. E de novo… Percebi que a blusa está ainda em ótimo estado e por isso eu a uso para o trabalho.

Ri quando lembrei que há 3 anos comprei ela num brechó por uns R$15, no máximo; Ou seja, antes de eu usá-la por esse período, alguém tinha usado por sabe-se-lá quanto tempo.

Daí veio a reflexão do dia (me deixa, estou inspirada) :p

No mundo em que vivemos (onde cada mergulho é um flash, cada passo e cada espelho um selfie, o consumismo desenfreado estampado em cada esquina), muitas pessoas reforçam a escravidão pela aparência e abrem mão do que realmente importa a fim de atender modismos e tendências buscando sentirem-se valorizadas pelo que parecem ser.

Eu mesma cansei de ser pressionada a atender um padrão de aparência, ostentar roupas, calçados e acessórios sempre novos e diferentes pra me sentir parte de um grupo. A pressão não deixou de existir,  mas agora, depois de entender que na minha essência o que é importante pra mim de verdade é o lado de dentro ❤ eu dificilmente cedo.

E, se pra fazer parte de algum grupo ou alguma coisa eu preciso abrir mão da minha essência, eu abro mão desse “fazer parte” e busco me conectar com pessoas que tenham valores mais parecidos com os meus.

Quero deixar claro que isso aqui não é uma apologia à pobreza nem ao pensamento de escassez; Tem muito mais a ver com abundância, na realidade. O desapego (das coisas que não tem grande relevância na vida da gente)  é libertador, é liberdade. Quando a gente passa a entender os nossos próprios valores, a aceitar nossa essência, ver as coisas do tamanho que elas realmente são, a abundância passa a reinar em nossas vidas.

Focar no que de fato é importante pra gente (e pra cada serumaninho é diferente), faz com que o restante tenha a sua irrelevância confirmada e considerada.

E o que é essencial pra mim, identificado num trechinho da música (se você não ouviu, VOLTE e aperte o play), é que não importa que sejam sempre as mesmas roupas desde que nunca sejam as mesmas MEMÓRIAS nem HISTÓRIAS.

 

Vamos por novas memórias (e histórias)!

 

😉

 

Por Mariely Alves

 

 

 

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