Impressões sobre Berlim

Enormes construções históricas e modernas, os misturados velho e novo mundo, o idioma nada fácil de pronunciar (pelo menos pra mim!), grandes parques e monumentos, guerras polêmicas, grande poderio político e econômico fazem de Berlim uma cidade imponente e… difícil.

A Alemanha foi o terceiro destino na Eurotrip de agosto/2016, era mais ou menos o meio da viagem e eu estava de TPM (sim, isso pode ter influenciado na visão sobre o destino).

A chegada em Berlim foi ótima, nos hospedamos no Blub Park Hotel – um pouco retirado do centro mas com uma localização legal, afinal a cidade é enorme e espalhada, o que faz com que seja necessário pegar um metrô pra ir a praticamente todos os lugares.

O primeiro destino foi o centro da cidade: estação Alexander Platz, pra conferir de perto a altíssima e famosa Torre de TV. A providência inicial ao desembarcar do metrô nessa estação foi, obviamente, COMER um “pão com salsichón alemón” ou, para os mais phynos, um Rostbratwurst (pronuncie como se estivesse tossindo).

A minha opinião é de que trata-se de uma curiosa cruza entre salsicha e linguicinha dentro de um pão francês (pão cacetinho, no vocabulário de alguns conterrâneos). Apesar de eu não ser fã de nenhuma dessas coisas, o lanche é super gostoso e – importante – barato. Se você já foi na Oktoberfest em Blumenau-SC vai dizer que já comeu lá mas gostaria de alertar que o sabor do original em Berlim não chega aos pés do servido aqui no Brasil (fiz questão de provar ambos a fim de atestar e afirmar com propriedade).

A Torre de TV dá tontura se você olhar de baixo pra cima (‘ai minha labirintite!’ pra quem sofre disso) e é bem difícil – acreditem – tirar uma foto sua com ela inteira de fundo. A fila pra subir lá é gigante pois é o ponto mais alto da cidade e o preço é proporcional à procura – salgadooo. Como a cidade é horizontalizada, você pode ir a outro lugar e ter uma vista muito parecida por menos da metade do valor: o Siegessäule ou Obelisco da Vitória.

A arquitetura da Catedral de Berlim (Berliner Dom) impressiona pela riqueza de detalhes e o belo jardim em frente (Lustgarten) permite deitar na grama e observar a grandeza do lugar. Visitamos também outra igreja linda que estava em reforma (catedrais e obras sacras são abundantes, pra quem aprecia explorar esse tipo de cultura terá um prato cheio).

Curiosidade: Nas ruas do centro bem perto da Torre de TV e da Catedral, havia uma “feirinha da maconha”, que não compreendi direito se era uma espécie de manifestação para liberação geral da maconha ou somente para fomentar o comércio do produto para fins medicinais, que já é liberado por lá.

O Checkpoint Charlie é no meio de uma avenida. Você está caminhando por aí e topa com o famoso ponto turístico: um posto militar e uns caras vestidos de guardinhas que cobram uma nota pra tirar fotos mas que vale a pena pois eles são bem divertidos e até se esforçaram no português com a gente.

O Palácio do Reichstag é IMPERDÍVEL na minha opinião. É preciso agendar a visita com antecedência no local, mas vale muito a pena. Olhando de fora já é um espetáculo, mas a vista interna da cúpula reconstruída é inacreditável.

O Brandenburg Gate é lindíssimo como nas fotos que você pesquisa na internet mas SEMPRE LOTADO de pessoas ao redor. Bem pertinho dali fica o Memorial do Holocausto, esse sim é uma experiência forte: na minha opinião só ficou atrás da visita ao Campo de Concentração de Sachsenhausen que merecerá um post dedicado, pois foi uma visita que durou um dia inteiro.

Resquícios da guerra estão por todos os lados em Berlim, isso foi bastante forte durante os 5 dias em que estive lá. Caminhando pelas ruas aleatoriamente você encontra vários monumentos que fazem referência às enormes perdas do período, pedaços conservados do muro, memoriais aos judeus mortos. Senti como se a cidade quisesse seguir em frente mantendo o passado de horrores vivo para que não volte a fazer parte do futuro.

Berlim ficou em último lugar na preferência dentre os locais que visitamos. Talvez por ser uma cidade grande, o que obrigou a locomoção de metrô o tempo todo, talvez por não termos visto uma natureza tão abundante quanto nos dois primeiros destinos (Dublin e Amsterdã).

Escrevendo esse post, fiquei refletindo que afinal vi lugares e coisas interessantíssimas por lá, portanto, provavelmente minha opinião sobre a cidade tenha sido um pouco afetada pela TPM sim.

 

#DicaDoDia: Evite Berlim na TPM.

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